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sábado, 26 de janeiro de 2013

NOS CABELOS DE THAIS...

Seus cabelos, lisos pelos, a moldar o rosto seu
Seus grandes olhos, sua boca, suas covinhas...
Em cada ângulo por onde meu olhar docemente caminha
No lúdico desejo de que esse seu encanto seja meu...

Não me importa, a cor com a qual os queira colorir
Nem o tipo de corte, que em sua vaidade desejes por
Sempre me envolvo nas suas madeixas de modo encantador
E por inteiro assim por elas me sinto seduzir...

Sei que alguns elogiam, outros como sempre os invejam
Eu apenas faço deles uma poesia, simples, terna e feliz
Pois vai além do que meus versos exprimir desejam

Seus cabelos, lindos pelos, a colorir minha vida gris...
Nos seus perfumados fios que me encantam
Nessa magia que me envolve... Nos seus cabelos Thais...


Beijos e abraços enfeitiçados.

domingo, 13 de janeiro de 2013

VOCÊ EM MINHA VIDA...


Sinto seu colo, quente e doce, seu perfume sempre presente
Seu sorriso que renova meu dia
Desse seu olhar que nunca se faz ausente
E preenche meu coração de pura alegria...

As vezes choro, em silêncio na penumbra do meu quarto
Ando tão triste e sem rumo
Ando da vida tão farto
Sem equilibrio, rédea ou prumo...

Mas hoje tenho você em minha vida
Vida tão louca e sem uma loucura sequer
Um tanto quanto corrida...

Pior ainda se eu tivesse de viver por viver
Pois se não morro, ao sangrar dessa ferida
É porque tenho em minha vida você...


Beijos e abraços enfeitiçados.

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

OUTROS NATAIS...



O Natal sempre me traz boas e tristes recordações
Daquelas nossas contagiantes e belas reuniões
Ao redor da mesa tão linda posta
Repleta de coisas que a gente de comer tanto gosta...

E meu pai sempre ao centro da mesa, a puxar uma oração
Que nós repetíamos com fé e convicção
Por acreditarmos na presença iluminada de um Jesus
Pleno em bondade, transbordante de paz e luz...

Mas na hora da ceia, que nunca à meia noite se via
Comíamos com intenso prazer tudo que se servia
Feito por minha mãe com seu terno carinho
O mesmo que até hoje me conduz por esse caminho...

E à meia noite, quando o sono já me derrubava
Em meus sonhos Papai Noel chegava
Transformando em real e o meu sonho em presente
O bom velhinho em minha infância nunca esteve ausente...

Foram bons tempos esses que um dia vivi
Das alegrias que intesamente senti
Nunca mais acredito sentirei algo assim
Pois meus Natais doces foram para muito longe de mim...

Meus pais partiram e com eles minha infância
E meus desejos pueris que se perderam na distância
Sei que nunca mais sentirei alegria tão pura e tamanha
Com sabor de peru, rabanada, guaraná e castanha...

Hoje me descobri mais triste do que jamais imaginei
E cada vez mais, assim,  por essa vida sei que andarei
Tendo em mim tão belas quanto perdidas recordações
De outros Natais em que vivi essas raras e únicas emoções...


Beijos e abraços enfeitiçados. 

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

O FIM DO MUNDO...



Desde criança, eu ouço essa história de que o mundo vai acabar... São seitas, escrituras e estranhos gurus prevendo um fim do mundo que nunca vem. Criava-se aquela expectativa, e no dia seguinte nada... Também, inocência a nossa, achar que se o mundo tivesse acabado que iríamos encontrar alguma coisa no dia seguinte, rsrsrs... Mas essa história sempre se repete, eu cresci ouvindo esses relatos, até mesmo sobre Nostradamus, que nunca previu o fim do mundo, mas que todos juram que ele previu.

Agora temos o Calendário Maia, que fala de uma conjunção planetária e de acontecimentos que estariam coligados a isso. Incluindo um possível fim do mundo. Vamos aos fatos: os Maias, eram um povo evoluidíssimo, que sabiam ler as estrelas, o tempo, os astros. Que tinham conhecimento de engenharia e arquitetura, das artes e da música. Seguiam regeamente seus conceitos, seus conhecimentos, inclusive espirituais. Os calendários Maias, foram talhados em pedras, como alguns dos suas escrituras, e eles representavam ciclos. Segundo a interpretação de algumas mentes sensacionalistas, um desses calendários descreve o fim do mundo, exatamente após um alinhamento de planetas. Aproveitando-se disso, os marqueteiros de plantão, espalharam aos quatro ventos, que o mundo terminaria no dia 21/12/2012. Isso gerou além de diversas polêmicas, uma infinidade de livros, documentários e filmes. Algumas seitas surgiram dizendo saber como proteger as pessoas desse fim, alguns loucos foram morar em abrigos nucleares no subsolo de suas casas, entre tantas outras loucuras...

Em resumo... Os Maias, não fizeram em seu famoso calendário, nenhuma previsão sobre o Fim do Mundo. O calendário Maia, segundo estudiosos, fala a respeito do fim de um ciclo, da mesma forma que falamos da virada do milênio, ou quando comemoramos o final do ano e o início do ano novo. O calendário Maia, estaria informando que o fim de um ciclo, de uma época ou era, está chegando, não o Fim do Mundo, em si, com catástrofes, terremostos, maremotos e a dizimação quase que total da humanidade.

Em suma, o mundo ainda vai continuar girando em torno do Sol, e segundo as previsões dos cientistas, talvez só daqui a 4 ou 5 milhões de anos, não só o nosso planeta, mas todo Sistema Solar, poderá ser devastado pela fúria nuclear do Sol.

Mas pensando bem, o mundo pode terminar sim todos os dias... Depende do ângulo que se vê... Afinal deveríamos aproveitar essa ocasião para cuidarmos mais do nosso mundo. Combater mais a criminalidade, a corrupção, o consumo das drogas. Cuidar melhor das nossas crianças e velhos... Dos mais pobres e desamparados. De nossas cidades, rios, praias e ruas... Um bom momento para amar mais ao próximo, para se ter mais respeito, carinho, compreensão e respeito...

Tanto podemos aprender e rever em nossas vidas, pensamentos, idéias e atitures, com esse acontecimento, e só cabe a nós sabermos fazer uso desse momento em prol de um mundo melhor...


Beijos e abraços enfeitiçados.

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

PASSOS SOLITÁRIOS...



Aqui estou de novo nessa mesma estrada...
Onde sou tão pouco, quase nada...
Diante da grandeza de um suposto deus.
E cada passo que dou, mesmo aparentemente sozinho
Sei que alguém invisível zela por meu caminho
Como se meus passos fossem os seus...

Lágrimas ainda embaçam minha visão
E essa dor lancinante a apertar meu coração
Suponho até que posso agora morrer...
No entanto, a essa dor sobrevivo
E mesmo das coisas da vida que me privo
Recomeço o jogo para não ter que perder...

Nem sempre são firmes minhas passadas
Já de tantas agruras dessa vida, desgastadas
Sem saber exatamente para onde devo ir...
E se agora me sinto assim tolo e tolido
Como que um cego num mundo perdido
Sei que mais a frente voltarei a sorrir...

Pois os passos que dou, quase sempre solitário
É como se eu escrevesse um suado diário
Contando os ganhos e perdas que tive vida afora
E tantas almas pela minha alma passaram
E cada uma, ao seu jeito, um pedaço de mim, levaram
Que por elas minha alma até hoje chora...

Sempre é melancólico o âmago de todo poeta
Que em seus versos, impossíveis  paixões arquiteta
Num louco afã de um dia ser feliz...
Mas a felicidade é uma dramática e inusitada peça
Onde minha ilusão romântica trôpega, tropeça
E a solitária brisa da madrugada, num sopro tudo me diz...



Beijos e abraços enfeitiçados.

domingo, 28 de outubro de 2012

DEGRADAÇÃO HUMANA...



Corro meu olhar pelas ruas, e mesmo que não queira, não há como não ver...
São corpos jogados pelas calçadas.
Coisas que só viamos sob marquizes, ou em becos, guetos e vielas
Hoje vemos à luz do dia em qualquer calçada ou rua da cidade
Seja no Centro, Zona Norte ou Sul... Lá estão eles, corpos inertes nas calçadas
E o que nos dá asco, ao mesmo tempo nos dá pena, pavor e dor
De ver ali, seres humanos largados, jogados, dormindo ao relento, ao léu
Não mais em bancos de praças, mas em qualquer via pública, antes feita só para pedestres...

E como não ver... Ou como fingir que não vemos isso...
Não são uma, duas ou três pessoas...
São grupos, bandos, hordas de seres humanos largados pelas ruas
Deitados nas calçadas, nas ruas, avenidas, em meio a passagem
Sem nenhum pudor de ali estar, como se fosse a coisa mais normal do mundo dormir na rua
No chão sujo das calçadas...
Seres esfarrapados, sujos, envoltos em panos e trapos tão sujos quanto eles
Alguns bêbados, outros drogados, tomados pelo poder destrutivo do crack
E quando o efeito de tanta droga chega ao seu clímax, adormecem em qualquer canto da cidade
Como se fossem parte da grande casa que essas pessoas escolheram para morar
As ruas da cidade...

Observo que na maioria são negros, pardos, ou brancos, que de tão sujos tornaram-se cinzentos
Tão cinzentos que se confundem com as pedras portuguesas que decoram as calçadas da cidade.
Vejo-os sobre as grades do metrô, sob toda e qualquer marquize, sob os abrigos dos pontos de ônibus
Ou mesmo no meio do passeio público, que por ser público tornou-se a moradia desses párias...
E todo dia mais e mais seres humanos se aglomeram pelas ruas da cidade...
Sob os Arcos da Lapa, junto à Candelária, no Mergulhão da Praça Quinze, nos jardins e praças da cidade...
Qualquer lugar, qualquer rua, qualquer canto dessa metrópole podemos vè-los...
Perdidos, sujos, os vemos como se fossem extraterrestres, mas são humanos como nós
Mas nos causam medo, pânico, hojeriza, horror...
Avançam sobre os carros nos sinais, querendo um trocado para não depredar seu carro
Ou na falsa intenção de limpar seu párabrisas, com panos não mais sujos do que eles próprios.
Ainda há aqueles que catam lixo, são tantos catadores de lixo, mais catadores do que lixo!!!
E são muitos... Talvez dezenas, centenas, não sei...
Mas nada mais são do que o reflexo da farsa econômico-social em que vivemos
Se o Brasil cresceu tanto, se somos a sexta economia do mundo, se somos o país do futuro
Onde está o presente dessa gente? E quiçá seu futuro?
Se somos um país tão forte, porque há tantos fracos e fracassados?
Porque todo um sistema se corrói, se corrompe, e seres humanos como nós estão largados à sorte...

Muitos ainda sonham com o Sul Maravilha, ou são jogados aqui na cidade sem saber onde estão ou o porque...
Muitos perderam tudo que tinham, outros nunca tiveram nada e ainda há outros que não tiveram e nem querem ter nada, porque descobriram que viver assim é um grande "negócio"...

Aí vemos na televisão o Julgamento do Mensalão e sabemos que no fundo nada disso vai salvar esse país, por mais que corruptos e corruptores sejam presos, outros surgirão e os chefes, mestres e cabeças dessas quadrilhas continuarão impunes...
Continuaremos a acreditar que o Brasil é o país do futuro, continuaremos a acreditar que haverá um dia igualdade sobre essa terra, se nem ao menos saímos às ruas para lutar pelo que é nosso! Pela nossa dignadade! Pela nossa moral e respeito...
Enquanto isso as ruas desta cidade e de tantas outras cidades desse país, vão continuar a abrigar hordas de sem tetos, de pedintes, mendigos, párias, cracudos, seres perdidos, sem rumo ou destino, sem vida...

Me entristeço e me apavoro, porque talvez seja neste o país que minha filha, quando adulta, vai ter que viver... Com tantos seres jogados à sorte... Sujos, maltrapilhos, doentes, bebados e drogados, sem nenhum amor próprio ou pudor, sem rumo, tino ou direção... A pedirem um trocado ou a tomá-lo na força, porque assim é a lei que os rege... "Se nada temos, tomamos dos que tem..."

E as autoridades nada dizem... O Governo manipula resultados para ludibriar os tolos, e nós, um pouco mais esclarecidos, só temos ainda que nos indignarmos, como meio de demonstrar nossa ira contra tudo isso... Porque em breve, todos nós poderemos estar nas ruas, sob marquizes, dormindo ao relento, porque a mentira de alguns, lança muitos a uma verdade vil e cruel...

Olhe ao seu redor e veja quanta degradação humana te cerca... Juntos podemos dar um basta nisso e em tudo que corrói nossa sociedade... Pense nisso e reaja enquanto há tempo!








Beijos e abraços enfeitiçados.

sábado, 27 de outubro de 2012

ÚLTIMO ANDARILHO...




Eu que já andei por tantos lugares e até outros planetas
Que dei a volta ao mundo nas asas da imaginação
Que viajei montado na calda de tantos cometas
Sempre tentando despistar algum resquício de solidão...

Mas se andei por aí a esmo, por tantas vendetas
Sem saber ao certo qual a cor desse meu chão
Cansado de seguir na estrada tantas setas
Tão sem rumo, quanto sem direção...

Hoje aportei meus sentimentos nesse seu cais
Pois não quero mais andar por aí sem trilho
Preciso sentir no meu peito o agito de sua paz

E desse seu olhar muito mais do que um brilho
Por causa da emoção que sua presença me traz
Larguei os descaminhos, e me tornei o último andarilho...








Beijos e abraços enfeitiçados